Ouço cavalos em galope sobre as ondas
com asas de amálgamas e serpentes
e cascos de tempo e algas.
Dos seus olhos vertia a noite
Entre ventos de fúria e calmaria
com sete línguas de fogo
sete mandíbulas famintas
sete vozes distintas
e todas diziam meu nome
Não vi anjos ou amigos
Nem senti o calor das preces ou salmos
Nem o halo frio das condenações
Apenas o trotar em minhas retinas
Das patas de algas dos cavalos
E a morte em trajes marinhos
Dissolvendo meu nome
Em cânticos de mel e sal.
Poema dedicado a Celso de Alencar