Malas desfeitas, réstias rosáceas
Bordam tons diversos na cortina
As lágrimas descem pelos sinos,
Sons de pássaros, cristais de asas
Partem as porcelanas do destino
No poente da tarde azulada.
Outonos descansam nos ipês
Flores amarelas da estação passada.
onde a vida dança e chora nas folhas mortas
nas silenciosas calçadas, entre rosas,
almas, orações e lamentos
é preciso que chova as águas de março
já é inútil usar a escada de incêndio.
já não há saídas de emergência!
só meninos nos semáforos,
equilibrando todo o universo
no riso alucinado e colorido
das bolas de malabarismo.